13 junho, 2006

Em Guardenha, Terras do Bouro...

Um limoeiro. Um presente que queria dar ao P. que era também um presente para mim. Uma recordação do cheiro a limões da minha infância, no Minho, nas vertentes do Rio Homem.
Uma viagem atribulada no cabriolet, depois no elevador...e agora descansa em júbilo no terraço da nossa casa.
Todos os dias os limões crescem mais um bocadinho...tenho-os controlados quase ao milímetro. O primeiro gin tonic está por semanas.
Em Madrid, no meio de 6 milhões de habitantes e níveis de poluição acima do aguentável, há quem ainda reinvindique o direito à memória dos cheiros da infância.
Não era preciso ir ao "souto", os limões arrancavam-se da janela da casa do meu avô.
Em Guardenha, Terras do Bouro. Para que conste.